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FOCO NO MERCADO DE TRABALHO

PROGRAMAS DE PROMOÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA

Mário Carlos Welin Balvedi

Fonte: Shutterstock.

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sem medo de errar

Pedro decidiu iniciar sua fala abordando um dos principais fatores para o desenvolvimento de doenças não transmissíveis: o sedentarismo. A utilização inadequada de terminologias quanto ao nível de atividade física pode causar interpretações errôneas, como acontece entre os termos insuficientemente ativo e sedentário. Algumas entidades, como o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACMS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), consideram insuficientemente ativos indivíduos de 18 a 65 anos que apresentam níveis de atividade física inferiores a 150 minutos por semana em intensidade moderada ou 75 minutos por semana de atividade vigorosa ou, ainda, qualquer combinação equivalente. Para diferenciar o comportamento sedentário, a adoção da variável equivalente metabólico torna a classificação menos subjetiva. Dessa forma, considera-se sedentário o indivíduo que apresenta nível de atividade física igual ou inferior ao insuficientemente ativo e, para as atividades que realiza, o coeficiente metabólico inferior a 1,5 METs. Dentro desse contexto e a partir do significado da palavra endêmico, sedentarismo endêmico pode ser considerado o comportamento sedentário relativo a uma região ou população específica; nesse caso, o Brasil.
Para abordar os programas de promoção de atividades físicas, Pedro deverá comentar sobre iniciativas específicas dentro de cada contexto. No contexto público, Pedro poderá tomar como exemplo em sua palestra o Programa Academia da Saúde, do Governo Federal; para o contexto particular, poderá exemplificar com o mercado de academias e Fitness; e para o contexto escolar, o Programa Saúde na Escola.
Conduzindo a palestra dessa forma, Pedro conseguirá estabelecer uma comunicação clara sobre o que é sedentarismo e como esse comportamento afeta a população brasileira de forma geral. Ao trazer exemplos de programas de promoção de atividade física realizados em diferentes contextos, Pedro mostra as possibilidades de combate ao comportamento sedentário. 

Avançando na prática

Programa de atividade física personalizado

Ana Paula é uma profissional de Educação Física que atua como Personal Trainer em sua cidade. Uma senhora de 50 anos, sedentária, decidiu contratar Ana Paula a fim de abandonar o seu comportamento. A principal motivação dessa senhora é a saúde, pois, devido ao sedentarismo, sente uma grande limitação para realizar as atividades cotidianas. O grande empecilho para a Ana, no entanto, é a aceitação das atividades por parte da sua contratante, pois essa senhora detesta grande parte das atividades físicas.
Diante desse contexto, como a personal pode viabilizar a realização das atividades? Quanto tempo de atividade por semana Ana Paula deve indicar para garantir um nível suficiente de atividade física a sua contratante? 

O empecilho vivido pela Ana é bastante comum no cotidiano profissional. Uma atitude bastante sensata que ela pode tomar para viabilizar a realização das atividades é, entre uma grande variedade de atividades, identificar aquela que sua contratante goste ou apresente menor rejeição; essa ação poderá aumentar a possibilidade de adesão.
Para garantir um nível suficiente de atividade física, Ana Paula pode recorrer às recomendações da ACSM e OMS, que apontam, ao menos, 150 minutos por semana de atividades em intensidade moderada ou 75 minutos por semana de atividade vigorosa. Entretanto, ela deve procurar benefícios adicionais, aumentando o tempo das atividades físicas de intensidade moderada e/ou intensa, segundo a nova diretriz da OMS (2020).

Bons estudos!

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