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Pedro decidiu iniciar sua fala abordando um dos principais fatores para o desenvolvimento de doenças não transmissíveis: o sedentarismo. A utilização inadequada de terminologias quanto ao nível de atividade física pode causar interpretações errôneas, como acontece entre os termos insuficientemente ativo e sedentário. Algumas entidades, como o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACMS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), consideram insuficientemente ativos indivíduos de 18 a 65 anos que apresentam níveis de atividade física inferiores a 150 minutos por semana em intensidade moderada ou 75 minutos por semana de atividade vigorosa ou, ainda, qualquer combinação equivalente. Para diferenciar o comportamento sedentário, a adoção da variável equivalente metabólico torna a classificação menos subjetiva. Dessa forma, considera-se sedentário o indivíduo que apresenta nível de atividade física igual ou inferior ao insuficientemente ativo e, para as atividades que realiza, o coeficiente metabólico inferior a 1,5 METs. Dentro desse contexto e a partir do significado da palavra endêmico, sedentarismo endêmico pode ser considerado o comportamento sedentário relativo a uma região ou população específica; nesse caso, o Brasil.
Para abordar os programas de promoção de atividades físicas, Pedro deverá comentar sobre iniciativas específicas dentro de cada contexto. No contexto público, Pedro poderá tomar como exemplo em sua palestra o Programa Academia da Saúde, do Governo Federal; para o contexto particular, poderá exemplificar com o mercado de academias e Fitness; e para o contexto escolar, o Programa Saúde na Escola.
Conduzindo a palestra dessa forma, Pedro conseguirá estabelecer uma comunicação clara sobre o que é sedentarismo e como esse comportamento afeta a população brasileira de forma geral. Ao trazer exemplos de programas de promoção de atividade física realizados em diferentes contextos, Pedro mostra as possibilidades de combate ao comportamento sedentário.
Ana Paula é uma profissional de Educação Física que atua como Personal Trainer em sua cidade. Uma senhora de 50 anos, sedentária, decidiu contratar Ana Paula a fim de abandonar o seu comportamento. A principal motivação dessa senhora é a saúde, pois, devido ao sedentarismo, sente uma grande limitação para realizar as atividades cotidianas. O grande empecilho para a Ana, no entanto, é a aceitação das atividades por parte da sua contratante, pois essa senhora detesta grande parte das atividades físicas.
Diante desse contexto, como a personal pode viabilizar a realização das atividades? Quanto tempo de atividade por semana Ana Paula deve indicar para garantir um nível suficiente de atividade física a sua contratante?
O empecilho vivido pela Ana é bastante comum no cotidiano profissional. Uma atitude bastante sensata que ela pode tomar para viabilizar a realização das atividades é, entre uma grande variedade de atividades, identificar aquela que sua contratante goste ou apresente menor rejeição; essa ação poderá aumentar a possibilidade de adesão.
Para garantir um nível suficiente de atividade física, Ana Paula pode recorrer às recomendações da ACSM e OMS, que apontam, ao menos, 150 minutos por semana de atividades em intensidade moderada ou 75 minutos por semana de atividade vigorosa. Entretanto, ela deve procurar benefícios adicionais, aumentando o tempo das atividades físicas de intensidade moderada e/ou intensa, segundo a nova diretriz da OMS (2020).