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dopagem

Mário Carlos Welin Balvedi

Fonte: Shutterstock.

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Convite ao estudo

Caro estudante, iniciemos a Unidade 4 do livro Bases da Atividade Física e Saúde! Nesta unidade, trataremos dos riscos à saúde associados à utilização de substâncias ilícitas a partir dos seguintes tópicos: dopagem, riscos do doping e doping no esporte de rendimento. 
Por meio do estudo desses tópicos, você será capaz de definir e classificar os diferentes tipos de dopagem, avaliando prós e contras relacionados a sua utilização, assim como compreenderá as sanções punitivas impostas no ambiente esportivo para o uso de doping. 
Na primeira seção, você compreenderá o que é doping, sua classificação em diferentes momentos do período competitivo, as diferentes classes de dopagem e os procedimentos específicos que visam a proporcionar o aumento do desempenho esportivo.
A segunda seção elucidará sobre os potenciais riscos da utilização do doping, os possíveis efeitos colaterais relacionados aos procedimentos que se traduzem em malefícios para a saúde, a utilização de substâncias ilícitas sem controle efetivo, que, na maioria dos casos, pode induzir diversos problemas de saúde (fisiológicos, metabólicos e psicológicos) e a transgressão de valores e princípios éticos relacionados à prática esportiva.
Por fim, a terceira seção abordará aspectos relacionados ao doping no esporte de rendimento, esclarecendo pontos importantes sobre o processo de controle de dopagem por meio da ação de instituições especializadas, as repercussões negativas associadas a descobertas de casos de doping e as estratégias utilizadas na tentativa de burlar o processo de controle de dopagem no esporte.

Praticar para aprender

Caro estudante, esta seção abordará a conceituação de doping e dopagem supervisionada, assim como sua classificação quanto ao período competitivo, às classes de dopagem e aos métodos proibidos. Em primeiro lugar, é necessário que você entenda o que é doping e como ele é controlado no ambiente esportivo. Em seguida, você vai conhecer as substâncias e os métodos proibidos ou considerados promotores de doping em diferentes períodos competitivos, em competição e durante todo o período, que envolve os momentos pré-competitivo, competitivo e pós-competitivo. Quanto aos métodos proibidos, você vai entender o que são e como funcionam os métodos de dopagem sanguínea e genético, bem como a dopagem supervisionada, de modo que possa compreender seu contexto e as situações em que ela pode ocorrer.
A dois meses de uma grande competição, Fernanda suspeita que alguns atletas de sua equipe de atletismo estão utilizando recursos ergogênicos ilícitos para melhorar o rendimento esportivo e conseguir vantagem competitiva, e caso isso seja verdade, poderão ser flagrados sob condição de doping. Para direcionar suas ações sobre essa situação, Fernanda precisa de mais conhecimento sobre o que é doping e quais são as classificações e os tipos de doping que podem favorecer esportivamente atletas em diferentes características de provas?
Nesta seção, são sugeridas leituras adicionais que consideramos fundamentais para a compreensão do conteúdo. Dedicar um tempo a mais para a realização dessas leituras será importante! Contamos com você!

Conceito-chave

Conceituação de doping

Via de regra, doping está associado ao uso de substâncias ou procedimentos capazes de induzir modificações que podem melhorar o desempenho físico e, consequentemente, esportivo dos atletas. Com base no Código Brasileiro Antidopagem, “dopagem é definida como a ocorrência de uma ou mais violações das regras antidopagem” (2018, p. 12).
Segundo Cardoso (2017) e Handelsman (2020), desde os anos 1970, existem tentativas de se estabelecer programas antidopagem capazes de extinguir o doping do esporte, contudo, os procedimentos e as técnicas relacionados ao doping permanecem sempre à frente dos procedimentos de controle de dopagem.
Após diversos acontecimentos envolvendo escândalos esportivos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) organizou uma conferência mundial sobre doping, em que foi produzida a Declaração de Lausanne sobre Doping no Esporte. Consequentemente, foi criada a Agência Mundial Antidopagem (WADA – World Anti-Doping Agency), em 1999, que é uma agência internacional independente, financiada por governos e organizações esportivas de todo o mundo, responsável pela criação e pelo monitoramento do Código Mundial Antidopagem – documento que estabelece regras relacionadas ao assunto doping para todas as modalidades esportivas e em todos os países do mundo, sendo adotado por mais de 660 organizações esportivas, incluindo todas as organizações olímpicas, paraolímpicas, nacionais e grande parte das federações esportivas nacionais e internacionais (WADA; HANDELSMAN, 2020).
O Código Mundial Antidopagem é revisado periodicamente com o intuito de aprimorar e incluir informações necessárias para nortear adequadamente o processo de controle de dopagem. A última revisão (código de 2021) foi aprovada por unanimidade na Conferência Mundial sobre Doping em Esportes na Polônia, em 2019, e passou a vigorar em janeiro de 2021. O Código Brasileiro Antidopagem, que foi instituído em 2016 e baseado no Código Mundial Antidopagem, possibilitou a integração do processo de controle de dopagem em eventos esportivos nacionais com parâmetros internacionais.
Um dos principais documentos constituintes do Código Mundial Antidopagem é a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos, documento este que é atualizado anualmente e contém a descrição de todas as substâncias e métodos proibidos para diferentes períodos (período competitivo, todo o período e para modalidades especificas).

Exemplificando

A versão atualizada do Código Mundial Antidopagem passou a nortear o cenário esportivo em relação ao doping desde janeiro de 2021.

Embora os controles antidopagem estejam se tornando mais eficientes e rigorosos, as estratégias de dopagem e a utilização de substâncias e procedimentos capazes de mascarar a dopagem também têm se tornado mais eficientes e, aparentemente, estão um passo à frente do antidoping. Entre as substâncias mais utilizadas, estão os esteroides anabolizantes, hormônios, moduladores seletivos de receptores androgênicos, narcóticos e analgésicos administrados com finalidades diversas, que vão desde a recuperação de lesões e o aumento da capacidade de recuperação de sessões de treinamento até o aumento da força e da massa muscular, a diminuição da gordura corporal e o aumento de resistência muscular e cardiorrespiratória (VLAD et al., 2018).
O doping não é um problema que afeta somente a população adulta, uma vez que a prática competitiva tem seu início bastante precoce em diversas modalidades. A aplicação de treinamentos intensivos altamente especializados, a pressão por resultados esportivos, as metas de rendimento, as comparações interindividuais e os aspectos motivacionais intrínsecos são apontados como fatores que podem induzir a população jovem ao uso do doping (MUDRAK et al., 2018; SAJBER et al., 2019). A prática do doping não é uma exclusividade do esporte de rendimento ou competição, pois o uso de substâncias, como os esteroides anabólicos entre praticantes de treinamento resistido e outras modalidades de academia, que buscam o desenvolvimento físico para fins estéticos, é dos mais altos (SPERANDIO et al., 2017).

Classificação (durante a competição, pré e pós) e classes de dopagem

O controle de dopagem deve levar em consideração diferentes períodos competitivos e diferentes grupos de substâncias ou métodos. Segundo WADA (2020), algumas substâncias e alguns métodos são proibidos em todos os períodos (em competição e fora de competição), outros somente no período competitivo (em competição) e, ainda, existem algumas substâncias que são proibidas somente para algumas modalidades esportivas.
O quadro a seguir apresenta as principais informações que compõem a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos (WADA, 2020), estabelecendo as classes de substâncias e os métodos proibidos relativos a cada período.

Quadro 4.1 | Substâncias e métodos proibidos em relação ao período competitivo
SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS PROIBIDOS EM TODOS OS PERÍODOS 
(EM COMPETIÇÃO E FORA DE COMPETIÇÃO)
SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS
  • Agentes anabolizantes
  • Hormônios peptídicos, fatores de crescimento, substâncias correlatas e miméticos
  • Beta-2 agonistas
  • Moduladores hormonais e metabólicos
  • Diuréticos e agentes mascarantes
MÉTODOS PROIBIDOS
  • Manipulação do sangue e componentes sanguíneos
  • Manipulação química ou física
  • Doping genético e celular
SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS EM COMPETIÇÃO
SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS
  • Estimulantes
  • Narcóticos
  • Canabinoides
  • Glicocorticoides
SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS EM ALGUNS ESPORTES
  • Betabloqueadores
* Betabloqueadores são proibidos em competição somente para algumas modalidades esportivas e fora de competição quando indicado.
Fonte: adaptado de WADA (2020).

A Agência Mundial Antidopagem considera “em competição” o período que inicia às 23:59 do dia anterior ao evento em que o atleta deverá participar até o seu final. Caso uma modalidade esportiva apresente uma característica específica e necessite de alguma alteração quanto a esse período, a Instituição Internacional que representa tal modalidade deverá enviar uma justificativa formal à WADA, que avaliará a real necessidade de alteração que, caso seja aprovada, deverá ser seguida por todas as organizações de eventos esportivos para tal modalidade.
Em relação aos métodos proibidos, estes visam a aumentar o desempenho esportivo ou mascarar efeitos de determinadas substâncias durante o processo de controle de dopagem. O método de manipulação de sangue e componentes sanguíneos tem por objetivo promover o aumento da captação e transporte de oxigênio para os tecidos, para melhorar o desempenho esportivo; o Doping genético e celular utiliza procedimentos envolvendo células geneticamente modificadas, células normais e ácidos nucleicos de forma que possam promover um aumento do desempenho esportivo; já a manipulação química ou física é empregada na tentativa de mascarar ou adulterar a integridade das amostras coletadas durante o processo de controle de dopagem (WADA, 2020). Os métodos de manipulação de sangue e doping genético serão mais bem esclarecidos na sequência.

Dopagem sanguínea e genética

O doping sanguíneo está relacionado a qualquer meio pelo qual seja possível aumentar o volume total de glóbulos vermelhos do sangue.
A estratégia de dopagem sanguínea como possível promotora de efeito ergogênico, especialmente para modalidades de endurance, passou a ser considerada durante as Olimpíadas de Munique (1972), por meio dos resultados de um corredor finlandês, Lasse Artturi Virén, ao conquistar duas medalhas de ouro nas provas de 5.000 e 10.000 metros, supostamente sob efeito desse método (MCARDLE et al., 2018).
A dopagem sanguínea consiste em retirar 450 ml a 1800 ml de sangue de uma pessoa e acondicioná-lo imediatamente em um ambiente congelado, para que, posteriormente, seja feita a infusão desse sangue (processo chamado de transfusão autóloga) ou a infusão de sangue de um doador compatível (transfusão homóloga). A retirada de sangue é feita na ordem de 450 ml com intervalos de 3 a 8 semanas para se evitar reduções drásticas na concentração de células sanguíneas. Posteriormente, o sangue armazenado é infundido no período de 1 a 7 dias antes da prática esportiva, acarretando um aumento de 8 a 20% no número de hemácias e níveis de hemoglobina e manutenção elevada dos parâmetros hematológicos por, aproximadamente, 14 dias (MCARDLE et al., 2018).
O efeito ergogênico relacionado ao doping sanguíneo ocorre por meio da infusão de quantidades superiores a 900 ml de sangue, normalmente estabelecidas entre 900 ml e 1800 ml. O volume adicional de sangue autólogo contribui para o aumento do débito cardíaco e o aumento da capacidade de transporte de oxigênio devido a maior quantidade de hemoglobina (proteína transportadora de oxigênio presente nas hemácias), impactando significativamente o  e o desempenho aeróbio (MCARDLE et al., 2018; POWERS, 2017).
Ocorre que a transfusão de sangue autóloga não é passível de ser detectada, ou seja, não há um teste pontual que possa identificar que tal procedimento foi feito, contudo, existe a possibilidade de acompanhamento e monitoramento regular dos componentes sanguíneos dos atletas, estabelecendo um padrão em que seja possível identificar mudanças significativas não justificáveis. Diante desse contexto, a WADA estabelece normativas contra métodos que envolvam a manipulação de sangue e componentes sanguíneos, sendo proibido:

1.  Administração ou reintrodução no sistema circulatório de qualquer quantidade de sangue autólogo, alogênico (homólogo) ou heterólogo, ou produtos derivados de células vermelhas do sangue, de qualquer origem.
2.  Aumentar artificialmente a capacidade de captação, transporte ou troca tecidual de oxigênio. [...]
3.  Qualquer forma de manipulação intravascular do sangue ou de seus componentes por meios físicos ou químicos. 

(WADA, 2020, p. 6)

A proibição relacionada a agentes químicos envolve substâncias utilizadas para aumentar a produção de hemácias, como a epoetina, uma forma sintética da Eritropoetina (EPO ou eritropoetina recombinante humana) (MCARDLE et al., 2018)
Houve diversos casos de doping por uso de EPO, especialmente em modalidades de endurance, sendo um dos mais famosos e de maior repercussão o caso do ciclista norte-americano Lance Armstrong, vencedor do Tour de France por sete vezes consecutivas.
O termo doping genético está associado à utilização não terapêutica de genes, elementos gênicos e células ou, ainda, à modulação da expressão de genes, que possibilita o aumento do desempenho esportivo (WADA, 2010).
A terapia gênica corresponde a um conjunto de técnicas e procedimentos que possibilitam a inserção e expressão de um determinado gene em células-alvo do organismo, promovendo a interação genética, estimulando a expressão proteica e a ativação ou inativação de outros genes (ARTIOLI et al., 2007). A utilização dessa técnica pressupõe a necessidade de vetores de transferência, ou seja, agentes que sejam capazes de transferir o material genético manipulado fora do organismo para as células-alvo do organismo, sendo os vetores virais (retrovírus e adenovírus) os agentes mais comuns (ARTIOLI et al., 2007).
Para a realização do doping genético, são utilizadas as técnicas da terapia gênica, porém sem a finalidade terapêutica, já que as células-alvo não apresentam problemas, mas são capazes de produzir substâncias que possibilitam o aumento do desempenho físico e, consequentemente, esportivo. Os potenciais alvos do doping genético são os genes que codificam o hormônio do crescimento (growth hormone – GH), os fatores de crescimento semelhantes à insulina – 1 (insulin-like growth gactor 1 – IGF-1), os bloqueadores de miostatina, eritropoetina (EPO) e gene, que codifica a proteína actina (ACTN3) (ARTIOLI et al., 2007; GARTON et al., 2018; MCARDLE et al., 2018).

Assimile

Para que você possa compreender melhor a ação do doping genético no que se refere à interação genética com células-alvo do organismo e os potenciais efeitos dessa interação sobre o desempenho esportivo, sugerimos a leitura dos seguintes artigos:
Terapia gênica, doping genético e esporte: fundamentações e implicações para o futuro
ARTIOLI, G. G.; HIRATA, R. D. C.; LANCHA JUNIOR, A. H. Terapia gênica, doping genético e esporte: fundamentação e implicações para o futuro. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Niterói, v. 13, n. 5, p. 349-354, set./out. 2007. 
The Effect of ACTN3 Gene Doping on Skeletal Muscle Performance
GARTON, F. C. et al. The effect of ACTN3 gene doping on skeletal muscle performance. The American Journal of Human Genetics, [S. l.], v. 102, n. 5, p. 845-857, maio 2018.

Dopagem supervisionada

A dopagem supervisionada está relacionada à situação em que o atleta, devido a um problema de saúde ou condição equivalente, necessita de intervenção terapêutica que envolve a utilização de substância ou método proibido. Existem muitas doenças que, apesar de não inviabilizarem o desenvolvimento atlético, se tratadas adequadamente, requerem a administração de substâncias proibidas, como é o caso de algumas doenças renais. O tratamento da anemia renal é feito com base em agentes estimulantes da Eritropoetina (EPO), considerada uma substância proibida (SHIH et al., 2018).
Para esses casos, o Código Mundial Antidopagem prevê a possibilidade de obtenção de uma autorização de utilização terapêutica (AUT), expressa no Código Mundial Antidopagem 2015, item 4.4.1, conforme segue:

A presença de uma Substância Proibida ou dos seus Metabolitos ou Marcadores, e/ou a Utilização ou Tentativa de Utilização, posse ou administração, ou Tentativa de administração de uma Substância Proibida ou de um Método Proibido não será considerada violação de uma norma antidopagem se ocorrer no âmbito das disposições de uma AUT concedida nos termos das Norma Internacional de Autorização de Utilização Terapêutica.

(WADA, 2015, p. 17, grifo do autor)

O atleta poderá obter uma AUT se atender aos critérios estabelecidos pela Norma Internacional para Autorização de Utilização Terapêutica mediante comprovação.

Assimile

Para conhecer os critérios necessários para obtenção de uma autorização de utilização terapêutica, leia: Norma Internacional para Autorização de Utilização Terapêutica.
WADA. Norma internacional para autorização de utilização terapêutica. Tradução Autoridade Antidopagem de Portugal. 2015.

Reflita

Alguns atletas apresentam uma condição clínica que justifica a utilização de substância proibida com a finalidade de tratamento terapêutico, sendo passível de obter autorização para competir sob efeito da substância. Uma situação como essa pode resultar em vantagem competitiva?

Com base nos conteúdos apresentados nesta seção, você pôde compreender o que é doping, conhecer as substâncias e os métodos que são proibidos em diferentes períodos competitivos, especialmente os métodos de dopagem sanguínea e genética, assim como a dopagem supervisionada, considerada uma situação excepcional para indivíduos que necessitam utilizar uma substância ou um método proibido com finalidade terapêutica.

Faça valer a pena

Questão 1

O controle de dopagem deve levar em consideração diferentes períodos competitivos e diferentes grupos de substâncias ou métodos. Segundo WADA (2020), algumas substâncias e alguns métodos são proibidos em todos os períodos (em competição e fora de competição), outros somente no período competitivo (em competição), e existem algumas substâncias que são proibidas somente para algumas modalidades esportivas.
Diante desse contexto, assinale a alternativa que corresponde a um tipo de substância proibida somente no período em competição.

Tente novamente...

Esta alternativa está incorreta, leia novamente a questão e reflita sobre o conteúdo para tentar outra vez.

Tente novamente...

Esta alternativa está incorreta, leia novamente a questão e reflita sobre o conteúdo para tentar outra vez.

Correto!

Entre as possíveis alternativas, os Glicocorticoides são as únicas substâncias proibidas somente no período em competição. Os demais tipos de substâncias: agentes anabolizantes, hormônios peptídicos e diuréticos são proibidos durante todo o período (em competição e fora de competição). Manipulação química não é uma substância e sim um método proibido em todo o período.

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Questão 2

Via de regra, o doping está associado ao uso de substâncias ou procedimentos capazes de induzir modificações que podem melhorar o desempenho físico e, consequentemente, esportivo do atleta. Com base no Código Brasileiro Antidopagem, “dopagem é definida como a ocorrência de uma ou mais violações das regras antidopagem” (2018, p. 12).
Com base nesse contexto, analise as asserções abaixo e a relação entre elas.

  1. Embora os controles antidopagem estejam se tornando mais eficientes e rigorosos, as estratégias de dopagem estão um passo à frente do antidoping.

PORQUE

  1. A aplicação de treinamentos intensivos altamente especializados, a pressão por resultados esportivos, as metas de rendimento, as comparações interindividuais e os aspectos motivacionais intrínsecos são apontados como fatores que podem induzir a população jovem ao uso do doping.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

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Correto!

Conforme vimos no texto, embora os controles antidopagem estejam se tornando mais eficientes e rigorosos, as estratégias de dopagem e utilização de substâncias e procedimentos capazes de mascarar a dopagem também têm se tornado mais eficientes e, aparentemente, estão um passo à frente do antidoping. No que diz respeito aos jovens, a aplicação de treinamentos intensivos altamente especializados, a pressão por resultados esportivos, as metas de rendimento, as comparações interindividuais e os aspectos motivacionais intrínsecos são apontados como fatores que podem induzi-los ao uso do doping (MUDRAK et al., 2018; SAJBER et al., 2019). Dessa forma, as duas asserções são verdadeiras, porém a II não justifica a I.

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Questão 3

O doping sanguíneo está relacionado a qualquer meio pelo qual seja possível aumentar o volume total de glóbulos vermelhos do sangue (Kenney et al., 2013). A dopagem sanguínea consiste em retirar 450 ml a 1800 ml de sangue de uma pessoa e acondicioná-lo imediatamente em um ambiente congelado, para que, posteriormente, seja feita a infusão desse sangue (processo chamado de transfusão autóloga) ou a infusão de sangue de um doador compatível (transfusão homóloga).
Com a finalidade de coibir o procedimento de dopagem sanguínea, a WADA estabelece normativas contra métodos que envolvam a manipulação de sangue e componentes sanguíneos. Diante desse contexto, analise as afirmativas a seguir quanto às normativas estabelecidas pela WADA assinalando “V” para verdadeiro e “F” para falso.
(    ) É proibido realizar a administração ou reintrodução no sistema circulatório de qualquer quantidade de sangue autólogo, alogênico (homólogo) ou heterólogo ou, ainda, produtos derivados de células vermelhas do sangue de qualquer origem.
(     ) É permitido aumentar artificialmente a capacidade de captação, transporte ou troca tecidual de oxigênio.
(     ) É proibido qualquer forma de manipulação intravascular do sangue ou de seus componentes por meios físicos ou químicos.
Assinale a alternativa que corresponde à sequência correta de respostas.

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Correto!

A WADA estabelece normativas contra métodos que envolvem a manipulação de sangue e componentes sanguíneos, sendo proibido:

1.  Administração ou reintrodução no sistema circulatório de qualquer quantidade de sangue autólogo, alogênico (homólogo) ou heterólogo, ou produtos derivados de células vermelhas do sangue, de qualquer origem.
2.  Aumentar artificialmente a capacidade de captação, transporte ou troca tecidual de oxigênio.
3.  Qualquer forma de manipulação intravascular do sangue ou de seus componentes por meios físicos ou químicos.

(WADA, 2020, p. 6)

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Referências

ABCD. Código brasileiro antidopagem. 2018. Disponível em: https://bit.ly/3ofnlOM. Acesso em: 6 maio. 2021.
ARTIOLI, G. G.; HIRATA, R. D. C.; LANCHA JUNIOR, A. H. Terapia gênica, doping genético e esporte: fundamentação e implicações para o futuro. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Niterói, v. 13, n. 5, p. 349-354, set./out. 2007. 
CARDOSO, J. A. O doping no esporte à luz do direito desportivo: dispositivos normativos e tecnológicos. 2017. 361 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias) – Instituto de Biociências de Rio Claro, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2017.
GARTON, F. C. et al. The effect of ACTN3 gene doping on skeletal muscle performance. The American Journal of Human Genetics, [S. l.], v. 102, n. 5, p. 845-857, maio 2018.
HANDELSMAN, D. J. Performance enhancing hormone doping in sport. In: Feingold K. R. et al. Endotext. South Dartmouth: MDText.com, 2020.
MCARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. Fisiologia do exercício: nutrição, energia e desempenho humano. 9. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2018.
MUDRAK, J.; SLEPICKA, P.; SLEPICKOVA, I. Sport motivation and doping in adolescent athletes. PLoS ONE, [S. l.], v. 13, n. 10, out. 2018. 
POWERS, S. K. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. Tradução de Beatriz Araújo do Rosário. Barueri: Editora Manole, 2017.
SAJBER, D. et al. toward prevention of doping in youth sport: cross-sectional analysis of correlates of doping tendency in swimming. Int J Environ Res Public Health, [S. l.], v. 16, n. 23, dez. 2019.
SHIH, H. M.; WU, C. J.; LIN, S. L. Physiology and pathophysiology of renal erythropoietin-producing cells. Journal of the Formosan Medical Association, [S. l.], v. 117, n. 11, p. 955–963, 2018.
SPERANDIO, B. B. et al. Consumo de suplementos alimentares e recursos ergogênicos por mulheres praticantes de musculação em UBÁ-MG. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, [S. l.], v. 11, n. 62, p. 209-218, 2017.
VLAD, R. A. et al. Doping in sports, a never-ending story? Advanced pharmaceutical bulletin, [S. l.], v. 8, n. 4, p. 529–534, nov. 2018.
WADA. Código mundial antidopagem. 2015. Disponível em: https://bit.ly/3eIinqQ. Acesso em: 6 maio 2021.
WADA. Código mundial antidopagem. 2021. Disponível em: https://bit.ly/3uJrI7u. Acesso em: 5 maio 2021.
WADA. Lista proibida: código mundial antidoping. Padrão internacional. Tradução Comitê Olímpico do Brasil. 2020. Disponível em: https://bit.ly/3htNZ5v. Acesso em: 5 maio 2021.
WADA. Norma internacional para autorização de utilização terapêutica. Tradução de Autoridade Antidopagem de Portugal. 2015. Disponível em: https://bit.ly/3tNZmHM. Acesso em: 6 maio 2021.
WADA. World anti-doping code 2021. 2021. Disponível em: https://bit.ly/3bmmC9o. Acesso em: 5 maio 2021.

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