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Sem medo de errar
O doping está associado ao uso de substâncias ou procedimentos capazes de induzir modificações que podem melhorar o desempenho físico e, consequentemente, esportivo do atleta. Com base no Código Brasileiro Antidopagem, “dopagem é definida como a ocorrência de uma ou mais violações das regras antidopagem” (2018, p. 12). O doping pode ocorrer por diferentes substâncias ou métodos proibidos, de acordo com a Agência Mundial Antidopagem (WADA), bem como em diferentes períodos.
As substâncias proibidas durante todo o período (em competição e fora de competição) são: agentes anabolizantes, hormônios peptídicos, fatores de crescimento, substâncias correlatas e miméticos, beta-2 agonistas, moduladores hormonais e metabólicos, diuréticos e agentes mascarantes. Já os métodos proibidos são: manipulação do sangue e componentes sanguíneos; manipulação química ou física; doping genético e celular. Existem, ainda, as substância que são proibidas somente em competição, como: estimulantes, narcóticos, canabinoides e glicocorticoides, bem como há substâncias proibidas para algumas modalidades específicas, como os beta-bloqueadores.
Avançando na prática
Dopagem supervisionada em competição
No momento, você é responsável técnico por um atleta que competirá em um evento internacional de grande porte, logo, haverá exame antidoping. Vocês estão a poucos meses da competição e seu atleta vem apresentando alguns sintomas como fadiga, palidez da pele e mucosas e tontura. Inicialmente, você acreditou que esses sintomas estavam ligados a algum fator do treinamento ou da alimentação, porém, mesmos promovendo alguns ajustes, os sintomas não cessaram, logo, você decidiu que o atleta deveria consultar um médico e fazer alguns exames.
O diagnóstico é anemia, e foi causada por um problema renal. Isso requer um tratamento com uma substância proibida pela Agência Mundial Antidopagem: a Eritropoetina. Sabendo que seu atleta utilizará esse tipo de substância no momento da competição, qual a alternativa para que ele não seja punido por doping?
Existe a possibilidade de você conseguir uma Autorização de Utilização Terapêutica (AUT) para o atleta, evitando, assim, qualquer tipo de sanção. Para isso, você deverá explicar a situação ao médico e solicitar um documento com a justificativa para o uso de tal substância. De posse desse documento, você deverá encaminhá-lo para a entidade competente relacionada à modalidade, Federação ou Confederação, para que ela comunique formalmente a entidade organizadora do evento e a WADA, que deverão julgar a justificativa. Caso a justificativa seja aceita, seu atleta poderá competir normalmente.



